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Sexta-feira , 14 de Novembro de 2009

        Luta por direito ao aborto chega à universidade
        Escola estadual sem aula por falta d’água
        Denúncias de pedofilia poderão ser feitas pela internet
        Pediatria do Hemope será reaberta
        Professores recebem capacitação em educação sexual
        Brasil Alfabetizado inicia período de matriculas
        Juventude ameaçada pela violência
        Viva Rachid pede ajuda para manter as atividades
        Cobertura vacinal é menor na classe alta


Luta por direito ao aborto chega à universidade  
Cerca de 25 professores de diversos departamentos das Universidades Federal de Pernambuco (UFPE) e Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) estão colaborando para a propagação da Frente Nacional Contra a Criminalização das Mulheres e Pela Legalização do Aborto em Pernambuco. O evento de adesão ocorreu, na ultima quinta, 12, na UFPE. A intenção é registrar a adesão de diferentes segmentos à mobilização nacional. No auditório do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CSSA), docentes, alunos e funcionários assinavam o documento de adesão. “Há dois meses nós vínhamos colocando a temática em discussão, explicando a situação, para nesse momento marcar a adesão oficial dos docentes”, explicou a representante da articulação da Frente, Silvia Camurça. “Para nós tê-los como parceiros é bastante estratégico, porque a universidade é um espaço garantidor da informação, do conhecimento sem preconceito”, acrescentou Camurça. No Brasil, o aborto é previsto em lei para casos de estupro ou risco de vida da mulher. A criminalização da interrupção da gravidez, afirmam as feministas, condena as mulheres ao caminho de clandestinidade, que provoca riscos a sua vida, saúde física e psíquica, e não contribui para reduzir o grave problema de saúde pública. Dados de um dossiê realizado por diversas Organizações Não Governamentais (ONGs) por todo o país revelaram que são realizados cerca de 250 mil internações de mulheres por complicações de abortos ilegais, todos os anos. Estima-se também que no Brasil sejam realizadas cerca de 1.054.243 interrupções de uma gestação não planejada e não desejada, ao ano. “A criminalização e as leis restritivas do aborto não impedem que ocorram os abortos. O que acaba acontecendo é que isso tudo põe em risco a vida das mulheres”, disse a articuladora da adesão nas universidades, Silvia Dantas. Atualmente, a frente que tem representações em todo o País, tem uma média de dois mil filiados. A intenção é elevar esse número para dez mil até o fim do ano. Qualquer pessoa pode aderir à Frente. Basta ler o manifesto e assinar o documento disponível no site da organização, www.frentepelodireitoaoaborto.blogspot.com.  
( Jornal do Commercio, Folha de Pernambuco, Marcela Alves, 13/11/2009 )

Escola estadual sem aula por falta d’água 
Alunos do turno da manhã da Escola Estadual Oliveira Lima, na Boa Vista, área central do Recife, não tiveram aula na ultima quinta, 12. A falta d’água levou a direção da unidade de ensino a suspender temporariamente as atividades, o que não agradou os estudantes. O colégio tem cerca de 1.100 alunos, dos quais 400 estudam no primeiro horário. “Não é a primeira vez que falta água na escola. E nem por isso deixamos de ter aula. Poderiam, pelo menos, ter avisado a gente, pois não teríamos vindo” ressaltou Ivanildo Tavares, 15 anos, matriculado no 1º ano do Ensino Médio. Outra estudante, disse que duas semanas atrás as turmas do 1º ano ficaram três dias sem aula, pelo mesmo motivo. “Estamos nos preparando para o vestibular seriado e somos prejudicados por isso”, disse. Os alunos também reclamaram que há banheiros sem portas e que não há condições de beber a água dos bebedouros. Disseram que colegas da escola vizinha, o Colégio Municipal Pedro Augusto, pulam o muro e amedrontam quem está no pátio do Oliveira Lima. Segundo o diretor-adjunto da escola, Jorge Washington, o prédio tem cisterna e não é frequente a falta d’água. “Quando cheguei cedo, vi que não havia água. Solicitei que a GRE (Gerência Regional de Educação) enviasse com urgência um carro-pipa. Optei por suspender as aulas porque não há condições de preparar merenda e de os alunos usarem os banheiros”, justificou. Ele garantiu que as aulas serão repostas.  
( Jornal do Commercio, 13/11/2009 )

Denúncias de pedofilia poderão ser feitas pela internet  
As denúncias de pedofilia, genocídio e crimes motivados por preconceito poderão ser registradas pela internet. A Polícia Federal passou a disponibilizar em seu site um formulário para que as pessoas possam descrever dados e locais sobre as denúncias. As informações poderão ser repassadas por qualquer cidadão que, necessariamente, não terá que se identificar. Dessa forma, a população poderá denunciar páginas da web que divulguem pornografia infantil e outros crimes. O serviço já pode ser acessado no endereço http://nightangel.dpf.gov.br. De acordo com a PF, a inclusão da página formulário é um método mais rápido, eficiente e seguro. "As pessoas terão a garantia do anonimato", esclareceu o assessor de Comunicação Social da PF-PE, Giovanni Santoro. Segundo ele, a própria Polícia Federal fará uma filtragem das denúncias registradas. "Vamos analisar cada caso. Aqueles que tiverem uma lógica daremos andamento com a investigação", explicou. Santoro esclareceu ainda que as denúncias poderão ser repassadas à Polícia Civil. "Se o casos forem de competência deles, as repassaremos", disse, lembrando que a rapidez no recebimento da denúncias permitirá acelerar os procedimentos de investigação. "Poderemos identificar mais rapidamente a autoria, preservando os indícios do crime e reduzindo o tempo entre a ocorrência do delito e a responsabilidade do suspeito, que nesses casos são cruciais para chegar ao culpado", justificou. Para o gestor da Gerência de Proteção à Criança e ao Adolescente (GPCA), Zanelli Alencar, o novo sistema de denúncia vem no momento certo e poderá acelerar o ritmo de investigação e conclusão de inquéritos no estado. Por mês, a GPCA recebe uma média de 42 casos de abuso sexual. "São denúncias feitas, na maioria das vezes, por parentes, vizinhos ou amigos. Pessoas próximas. Mas o caminho é longo para fecharmos os inquéritos, até mesmo por falta de provas", disse. Em Pernambuco, só neste ano a Superintendência da Polícia Federal abriu cinco inquéritos para investigar crimes de pornografia envolvendo crianças e adolescentes pela rede mundial de computadores. Nos casos que não envolvam páginas da internet, as denúncias devem ser feitas utilizando o disque 100 ou o correio eletrônico denuncia.ddh@dpf.gov.br.  
( Diario de Pernambuco, Ana Paula Neiva, 13/11/2009 )

Pediatria do Hemope será reaberta 
O hospital da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope), referência no tratamento de doenças do sangue, como anemias, leucemias e outras enfermidades, deve reabrir a enfermaria de pediatria no próximo dia 20. O prédio foi inaugurado em 2004, onde só um dos dois andares destinados ao serviço funcionou e, mesmo assim, acabou desativado no ano passado por falta de profissionais. A unidade também realiza transplante de medula e é considerada modelo, para o país, no controle de qualidade do seu banco de sangue. O Conselho Gestor do Hemope, formado por funcionários e trabalhadores da instituição, considera muito positiva a notícia de reabertura da pediatria. “É uma reivindicação antiga nossa”, avalia Marcos Lira, coordenador do grupo.  
( Folha de Pernambuco, 12/11/2009 )

Professores recebem capacitação em educação sexual  
O 1º de dezembro é dedicado ao combate e prevenção à Aids. Para abordar o tema em sala de aula, 100 professores da rede estadual de ensino da Região Metropolitana do Recife (RMR) participaram, na ultima terça-feira (10), de uma capacitação. Além disso, foi marcado para o 1º de dezembro um aulão simultâneo nas 106 escolas que estão incluídas no projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), uma parceria entre o Programa Nacional de DST e Aids e Ministério da Educação (MEC). A proposta é usar, também, o espaço público para promover ações culturais e realizar um seminário para alunos e professores sobre a temática. “Dados mostram uma evolução da doença em jovens de 14 a 24 anos. Já temos implantado o SPE em cerca de 700 municípios no Brasil. Mas é preciso ampliar este número, fazendo uma mobilização nacional”, disse o representante do MEC, Cláudio Acácio.  
( Folha de Pernambuco, Carolina Albuquerque, 11/11/2009 )

Brasil Alfabetizado inicia período de matriculas 
Estão abertas as matrículas para alunos e professores participarem do Programa Brasil Alfabetizado em Caruaru,Agreste de Pernambuco. As aulas são destinadas a jovens e adultos com mais de 15 anos, que ainda não tenham sido alfabetizados. O curso tem duração de oito meses e tem como principal objetivo iniciar o processo para que o estudante se enquadre depois em programas como o Educação de Jovens e Adultos (EJA). Ao todo, estão sendo oferecidas 300 vagas para estudantes e 15 para professores. As inscrições podem ser feitas nas escolas municipais, no caso dos alunos, mas para os candidatos a professor, é necessário se dirigir até a Secretaria de Educação. “Para os professores a gente prioriza quem tem formação em Pedagogia, mas quem tiver Magistério e experiência em EJA também pode concorrer às vagas”, explicou a diretora de educação, Tânia Bazante. Os estudantes interessados devem realizar a matrícula na instituição mais próxima da sua casa e é necessário levar um documento de identificação. O período de matrículas segue até o próximo dia 20 de novembro. Quem tiver dúvidas sobre o processo pode entrar em contato com a Secretaria de Educação, através dos telefones 3701-1333 ou 3701-1334. 
( Folha de Pernambuco, Clarice Costa, 11/11/2009 )

Juventude ameaçada pela violência 
De acor¬do com a Secretaria de Defesa Social (SDS), mi¬lha¬res de crian¬ças e ado¬les¬cen¬tes en¬vol-vem-se com cri¬mes no Estado, seja como ví¬ti¬ma ou como responsável pelo ato infracional. Este ano, 121 crian¬ças e 1.930 ado¬les¬cen¬tes entraram em conflito com a lei e 913 crian¬ças e 2.723 ado-les¬cen¬tes foram vítimas de vio¬lên¬cia. “Na ver¬da¬de, esses nú¬me¬ros devem ser ainda maio¬res, pois há uma sub¬no¬ti¬fi¬ca¬ção dos casos. Em cada dez ocor¬rên¬cias, ape¬nas duas são no¬ti¬fi¬ca¬das”, apon-tou o ges¬tor da Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA), de¬le¬ga¬do Zanelli Alencar. No caso de serem ví¬ti¬mas da vio¬lên¬cia, de acor¬do com Alencar, há pou¬cas de¬nún¬cias de-vi¬do ao medo. Entretanto, se¬gun¬do o de¬le¬ga¬do, está ha¬ven¬do uma me¬lho¬ra nesse as¬pec¬to. “Existe mais di¬vul¬ga¬ção sobre o as¬sun¬to, e, com isso, as pes¬soas estão de¬nun¬cian¬do mais, tanto que houve um au¬men¬to de 10,9% nas quei¬xas pres¬ta¬das em re¬la¬ção ao ano pas¬sa¬do”, ar¬gu¬men-tou. Para a pro¬mo¬to¬ra Delane Mendonça, coor¬de¬na¬do¬ra do Centro de Apoio às Promoto¬rias de Infância e Juventude, um dos prin¬ci¬pais fa¬to¬res que pro¬pi¬ciam uma crian¬ça ou um ado¬les¬cen¬te a se en¬vol¬ver com a vio¬lên¬cia é a falta de po¬lí¬ti¬cas pú¬bli¬cas pre¬ven¬ti¬vas li¬ga¬das à área. “Não há in-ves¬ti¬men¬to em um en¬si¬no de qua¬li¬da¬de. Educação in¬te¬gral não sig¬ni¬fi¬ca pas¬sar dia in¬tei¬ro na es¬co-la, sig¬ni¬fi¬ca ofe¬re¬cer coi¬sas além do cur¬rí¬cu¬lo es¬co¬lar, como aces¬so à cul¬tu¬ra e ati¬vi¬da¬des es¬por¬ti-vas”, opi¬nou a coor¬de¬na¬do¬ra. 
( Folha de Pernambuco, Roberta Meireles, 08/11/2009 )

Viva Rachid pede ajuda para manter as atividades 
O Grupo Viva Rachid, pioneiro e único em Pernambuco na assistência a crianças com HIV teve seus serviços reduzidos pela metade nos últimos meses por conta da crise financeira. Com a redução no orçamento, o Viva Rachid diminuiu a equipe técnica e limitou a assistência a 80 famílias. A instituição presta atenção psicológica, social e realiza cursos com familiares dos pacientes, para que possam gerar renda própria. Em vez de asilar crianças, a organização tem como proposta assistir as famílias para que os pacientes possam se desenvolver no próprio lar, em companhia dos pais, dos avós ou tios quando ficam órfãos. “Estamos em busca de novos parceiros”, afirma Alaíde Elias da Silva, fundadora e coordenadora da entidade, que não tem condições este ano de promover a festa de Natal dos garotos expostos ao vírus da aids. Recursos governamentais atrasaram, prejudicando mais ainda a instituição. A ONG, que atua há 15 anos no Recife, fornece cesta básica às crianças expostas ao vírus e em situação de pobreza. Faz campanha para arrecadação de leite industrializado (Nan e Nestogeno 2) para os pequenos portadores do vírus da Aids ou filhos de mães HIV positivas, que não podem ser amamentados. O governo federal garante o produto até o sexto mês de vida, mas o Viva Rachid estende a cobertura. “Estamos recebendo doações de igrejas evangélicas e do Rotary de Olinda, é o que tem nos ajudado a manter a contribuição”, explica Alaíde. O Viva Rachid recebe ajuda do Ministério da Saúde, por meio do Plano de Ação e Metas da Secretaria Estadual de Saúde. Mas, segundo Alaíde, os recursos são repassados com atraso. O mesmo ocorre com o plano municipal, que também é financiado pelo governo federal. Os interessados em colaborar devem procurar a sede da instituição na Rua dos Prazeres, 258, ao lado do IMIP, no bairro dos Coelhos, área central do Recife. São aceitos alimentos, material de limpeza, fraldas (M e G), copos, talheres descartáveis e papel toalha. As doações em dinheiro podem ser feitas na agência 1839-2, conta 1910/0, do Banco do Brasil. Telefone: (81) 3221-6206.  
( Jornal do Commercio, 08/11/2009 )

Cobertura vacinal é menor na classe alta  
A cobertura vacinal no primeiro ano de vida é menor entre crianças de melhor classe social nas principais capitais brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A constatação surpreendente vem de inquérito nacional, financiado pelo Ministério da Saúde e divulgado no IX Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, que aconteceu em Olinda. No Recife, o mesmo estudo encontrou situação parecida. Enquanto 97% dos garotos da faixa de menor renda receberam vacina contra paralisia infantil no primeiro ano de vida, a cobertura foi de 90% entre os de melhor posição social. No Brasil, a média de cobertura para todas as vacinas recomendadas até o 1º ano de vida foi de 80,4% na classe mais pobre. Na de maior renda chegou a apenas 76,3%. O índice mais alto foi da classe B, a que fica logo abaixo à de melhor poder aquisitivo: 85,1% das crianças foram vacinadas. Nas classes C e D chegou a 82,3% e 81,5% respectivamente. Cássio Moraes e Maria Amélia Veras, médicos pesquisadores da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, coordenaram o estudo, entre 2007 e 2008. A pesquisa observou o cartão de vacina de 17.746 crianças nascidas em 2005, distribuídas em cinco estratos sociais. No Recife foram observadas 875. Para os pesquisadores, a cobertura na classe mais alta pode ter relação com o temor a reações adversas das vacinas, crença em tratamentos alternativos e delegação de cuidado a terceiros, porque as mães trabalham fora. A média geral de cobertura no País foi de 81%. Em Curitiba, no Sul, a cobertura foi a melhor, com média de 98%, enquanto Macapá, no Norte, só 66% das crianças receberam vacina no 1º ano de vida. No Nordeste, Teresina (PI) teve a cobertura mais positiva e São Luís (MA) a mais baixa. Para Maria Amélia e Cássio Moraes, o mais importante no estudo é a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) e a constatação de que se trata de um programa universal. “A cobertura do SUS é excelente”, diz Cássio. Ele e Amélia defendem estratégias para atender diferentes públicos, tarefa que cabe, segundo ela, às secretarias municipais de Saúde, mais próximas da população. Para os dois, o monitoramento da cobertura vacinal ajudará municípios a conhecer melhor os resultados. Sugerem que os postos tenham cadastro das crianças vacinadas, que servirá para consulta em caso de perda do cartão de vacina.  
( Jornal do Commercio, Verônica Almeida, 08/11/2009 )
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