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Segunda-feira , 29 de Junho de 2009

        Índice de queimados no São João é 10% menor
        Editorial destaca combate ao tráfico de crianças e adolescentes


Índice de queimados no São João é 10% menor 
O feriado junino registrou uma queda no número de queimados e também em relação ao número de acidentes de trânsito nas rodovias. No mesmo período do ano passado, foram 15,5% menos ocorrências nas estradas. Já nos hospitais, o atendimento de pessoas queimadas caiu um pouco menos. Entre os 27 casos de queimaduras registrados ao longo do mês, 19 foram atendidos entre a véspera e o dia de São João. A maioria das vítimas ainda são as crianças. Os números parciais do Centro de Tratamento de Queimados do Hospital da Restauração, que concentra os atendimentos no Estado, mostraram queda de 10% em relação ao ano passado. Em 2008, foram 30 feridos e este ano, 27. Desses 17 são crianças, entre 2 e 14 anos, e 60% sofreram as lesões em fogueiras. Sete delas ficaram internadas devido à gravidade dos ferimentos. O médico Marcos Barreto, chefe da Unidade de Queimados do HR, teme que as ocorrências aumentem após os festejos de São Pedro. "Muita gente ainda tem fogos guardados em casa e também, como no São João, há um costume de se acender fogueira", comentou. O especialista também acredita que muitas das vítimas de queimaduras ainda não procuraram o hospital, como ocorreu no ano passado. Mas a contagem segue até o dia 30, quando se encerra o período junino. “Se a contabilização for do mês inteiro, em 2007 foram registrados 55 casos, e em 2008, 43. Esperamos que até o fim de junho nós possamos dizer que diminuímos esses números em relação aos outros anos”, disse o médico. 
( Jornal do Commercio, Diario de Pernambuco, Folha de Pernambuco, Júlia Veras, 26/06/2009 )

Editorial destaca combate ao tráfico de crianças e adolescentes 
Segundo o jornal Folha de Pernambuco, através de seu editorial, a exploração sexual é considerada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como a terceira atividade ilícita mais lucrativa do mundo e é ainda mais grave quando realizada contra crianças e adolescentes. A situação se agrava mais com o tráfico para fins sexuais, que tem sido associado a cidades com certos perfis como: cidades fronteiriças, com alta densidade populacional, com mobilidade humana de homens imigrantes e cidades de trânsito de emigrantes. O jornal destaca que algumas das causas, que dão origem à exploração sexual comercial infantil, são a existência e o crescimento das redes do crime organizado, a violência familiar, as situações de exclusão social e a insuficiência de ações legais de controle e de atenção ao problema, entre outros fatores.”O Protocolo Complementar para Prevenir, Reprimir e Sancionar o Tráfico de Pessoas para Fins Sexuais define esse tráfico como a captação, o transporte, o traslado, a acolhida ou a recepção de uma criança com fins de exploração sexual ou laboral. Considera-se tráfico de pessoas ainda que não se recorra a ameaças ou ao uso da força ou outras formas de coerção. O traficante de pessoas sempre busca o desarraigamento da criança ou do adolescente por meio do sequestro, enganos para obter melhores condições de vida ou de trabalho, ou coerções sobre meninas, meninos e adolescentes vulneráveis”. Ainda de acordo com o editorial, em 2005, calculava-se que, no âmbito mundial, 2,4 milhões de vítimas de tráfico de pessoas estiveram trabalhando em condições de exploração, segundo manifestou a Organização Internacional de Migrações. Em todo o mundo, cerca de quatro milhões de mulheres e meninas são vendidas a cada ano para serem submetidas à escravidão e à exploração sexual. O editorial também coloca que é necessária a formulação de políticas públicas integrais a partir de um enfoque dos direitos destinados a diminuir as causas ou fatores do tipo econômico, jurídico, social e cultural que favorecem a exploração sexual infantil. 
( Folha de Pernambuco,23/06/2009 )
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