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Terça-feira , 22 de Abril de 2008

        Dados revelam situação de violência doméstica contra crianças no Estado
        Lei garante história dos povos indígenas no currículo escolar
        Escolas pernambucanas são finalistas de prêmio nacional
        Resultado do Enem divulga situação do ensino público em Pernambuco


Dados revelam situação de violência doméstica contra crianças no Estado 
Levantamento do Laboratório de Estudos da Criança (Lacri), da Universidade de São Paulo (USP), revela que 532 crianças e adolescentes foram assassinadas no Brasil por familiares entre 2000 e 2007. Em Pernambuco, os números registrados pela Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA) também são alarmantes. A cada dois dias, acontecem pelo menos três novos registros de violência doméstica contra crianças no estado. Os casos são agressões físicas, psicológicas, sexuais, negligência e homicídios. Segundo dados da GPCA, em 2007, foram registrados 390 casos de agressões físicas; 47 de violência sexual, e 83 de violência psicológica. De janeiro a março de 2008, já houve registros de 96 casos de violência física; 25 de violência sexual, e 18 registros de negligência. Em Pernambuco, 40,06% dos casos têm o pai da criança como agressor e 38,21%, a mãe. Para Alda Batista de Oliveira, professora de Psicologia Social da Faculdade Integrada do Recife (FIR), o problema da agressividade dentro de casa tem duas vertentes: a social e a individual. Na sua opinião, o país inteiro fala do caso Isabella Nardoni por ser de classe média alta. Mas episódios de agressões e até de mortes acontecem nas famílias pobres com freqüência e não chegam à sociedade com a mesma dimensão. E, quando chegam, são sempre atribuídos à carência financeira, à miséria, à falta de educação. Professor titular aposentado de pediatria da Universidade de Pernambuco e cientista visitante sobre violência doméstica na Clínica Tavistock, na Inglaterra, Meraldo Zisman acumula a experiência de mais de 20 anos de atendimento clínico de casos de agressões contra crianças. Na opinião dele, os agressores devem ser tratados como doentes e ele considera a desagregação familiar o início do problema. "Somente quando casos gravíssimos, como o dessa menina Isabella ganham espaço na mídia, as pessoas ficam sabendo que isso também acontece. Mas a agressão contra crianças é mais comum do que se imagina", alertou.

Agressão física - O Projeto de Lei 2654/03, já aprovado na Comissão de Constituição e Justiça da Cidadania da Câmara Federal e em tramitação no Senado, quer pôr fim às agressões físicas, como, por exemplo, as palmadas. De autoria da deputada Maria do Rosário (PT/RS), o projeto foi elaborado por especialistas na área da infância do Laboratório de Estudos da Criança da Universidade de São Paulo (USP), que defendem uma educação sem violência. Uma vez aprovado, não terá caráter punitivo no âmbito judicial, mas sim pedagógico. O agressor será submetido ao artigo 129 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ou seja, terá que participar de programas de orientação familiar, e se necessário, tratamento psicológico.
 
( Diario de Pernambuco, Fred Figueiroa, Jailson da Paz e Thaís Gouveia, 20/04/2008 )

Lei garante história dos povos indígenas no currículo escolar 
Pouco se escreveu sobre a história dos índios e sua contribuição para a formação da população brasileira, nas áreas social, política e econômica. Agora, com a Lei nº 11.465, sancionada em 10 de março último pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ensino da história e da cultura indígena (além da afro-brasileira) passa a ser obrigatório no currículo de escolas públicas e privadas. “Livros didáticos dedicam dois parágrafos aos índios”, observa o professor de história do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco, Édson Silva. Para levar o assunto à sala de aula ele recorre a alguns livros, jornais, revistas, além de documentários produzidos pelos próprios indígenas e organizações não-governamentais. “No debate com os alunos, sempre uso o princípio da atualidade. Eles precisam entender que índios nunca deixaram de existir. Também insisto na diversidade entre os povos, reconhecida a partir da Constituição de 1988”, explica o professor. Se as publicações nacionais são escassas, a história dos índios locais ainda é uma página a ser escrita. “Não há livros específicos para cada povo, é uma lacuna a ser preenchida”, declara o coordenador do Núcleo de Estudos Indígenas da Fundação Joaquim Nabuco, Marcondes Secundino. “Precisamos de material escrito e feito pelos índios. Não adianta se for produzido pelo branco”, comenta Wilma Gouveia, professora de jovens e adultos na rede municipal do Recife. A mesma opinião tem Juliana Farias, 14, estudante da 8ª série da Escola Estadual Ageu Magalhães, em Casa Amarela, Recife. “Eles sabem contar a história deles”, diz Juliana. O gerente de Políticas de Educação em Direitos Humanos da Secretaria de Educação, Genilson Cordeiro, explica que já começou formação para técnicos dos setores administrativo, jurídico e da engenharia da pasta, para que compreendam as especificidades indígenas. Para os professores que vão trabalhar a cultura dos índios nas salas de aula, estão programados a elaboração de um caderno com orientação e curso.  
( Jornal do Commercio, Cleide Alves e Veronica Almeida, 19/04/2008 )

Escolas pernambucanas são finalistas de prêmio nacional 
Duas escolas pernambucanas, uma de Limoeiro, no Agreste, e outra de Salgueiro, no Sertão do Estado, estão entre as finalistas do Prêmio Sesi de Qualidade da Educação, promovido pelo Serviço Social da Indústria (Sesi), em parceria com a Unesco. O Colégio Pentágono, situado em Limoeiro, é particular e tem 62 educandos da 5ª série ao 1º ano do Ensino Médio. Pertencente à rede municipal, o Centro de Ensino Paulo Fernando dos Santos, localizado no bairro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Salgueiro, tem 597 estudantes da Educação Infantil à 4ª série do Ensino Fundamental e turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA).A diretora do Centro de Ensino, Fátima Monteiro, diz que a comunidade escolar está orgulhosa de ser uma das finalistas do concurso. “Para nós é uma conquista coletiva, resultado do trabalho de professores, equipe pedagógica e funcionários. Nossa escola fica em um bairro pobre e é uma das mais procuradas da rede municipal. Na avaliação, recebemos as maiores notas dos pais, alunos e professores”, afirma Fátima. No Brasil, foram selecionados 60 colégios, sendo 50 das redes públicas e particulares e dez da rede Sesi de ensino, de um total de 1.327 inscritos. Em junho, haverá a cerimônia de premiação, em Brasília, quando serão anunciadas as seis unidades vencedoras do prêmio. Segundo a coordenadora do prêmio em Pernambuco e supervisora escolar do Sesi, Mônica Quintas, a escola que ficar em primeiro lugar ganhará R$ 20 mil. Na segunda colocação, o prêmio é de R$ 15 mil e a terceira, R$ 10 mil. Quarto e quinto lugares receberão R$ 5 mil cada. “Os seis colégios vencedores vão conhecer uma escola de referência na América Latina, indicada pela Unesco”, explica Mônica.  
( Jornal do Commercio, 19/04/2008 )

Resultado do Enem divulga situação do ensino público em Pernambuco 
Menos de 10% das escolas da rede estadual, cujos estudantes ou ex-estudantes participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), obtiveram nota igual ou superior à média nacional, que foi de 51,27. Em Pernambuco, foram avaliados estudantes de 673 colégios nas 184 cidades do Estado. Não chega a 50 o número de estabelecimentos que somaram 50 pontos ou mais. O baixo desempenho foi constatado a partir das notas divulgadas pelo Ministério da Educação (MEC) que disponibilizou o resultado do exame por escola e por município. A Escola Trajano de Mendonça, localizada no bairro de Jardim São Paulo, Zona Oeste do Recife, teve a maior nota do Estado, com 54,38. A média mais baixa, 32,19, ficou com a Escola Presidente Costa e Silva, situada no município de Chã de Alegria, na Zona da Mata. Ao se comparar o desempenho das escolas estaduais com as unidades privadas, é possível observar a grande lacuna existente entre as duas redes. O colégio particular de Pernambuco melhor colocado somou 78,22 pontos, quase 24 a mais que a melhor escola estadual. Para o diretor-adjunto da Escola Trajano de Mendonça, Ranieri Siqueira, a receita para o bom desempenho está na disciplina, no corpo docente comprometido e qualificado e na boa relação com educandos e suas famílias. Com 1.584 estudantes dos Ensino Fundamental e Médio, além da educação especial, a unidade de ensino dispõe de biblioteca e auditório. Tem também laboratórios de informática e de ciências, sem uso por falta de pessoal ou de qualificação dos professores.

Ensino integral - Diferentemente da maioria dos estudantes da rede estadual de ensino, garotos e garotas matriculados nas Escolas de Referência Ginásio Pernambucano, no Recife, e Técnica do Agreste, em Bezerros, têm aulas em período integral. As atividades ocorrem de manhã e à tarde e os professores têm dedicação exclusiva. Dois detalhes que fazem a diferença e explicam porque as médias desses estudantes no Enem foram maiores que as dos colegas: 61,19 e 57,9, respectivamente. As turmas são exclusivas do Ensino Médio. Na Escola do Recife, vinculada à Universidade de Pernambuco, o ensino também é diferenciado. A unidade funciona na Faculdade de Ciências da Administração de Pernambuco (FCAP) e, por isso, aproveita as boas instalações do prédio. Para estudar na escola, o estudante passa por um concorrido processo seletivo. A escola obteve nota 67,14 no exame. Ainda se destacaram, na rede estadual, os três colégios de Aplicação que funcionam nas unidades da UPE de Nazaré da Mata, na Zona da Mata, Garanhuns, no Agreste, e Petrolina, no Sertão. As médias no Enem, dessas escolas, foram 67,21, 63,81 e 59,59, nessa ordem. O Colégio da Polícia Militar de Pernambuco, outro mantido pelo governo estadual, ficou com nota 62,61 no exame.

Problema histórico - O secretário de Educação de Pernambuco, Danilo Cabral, diz que o baixo desempenho das escolas estaduais no Enem é reflexo do acúmulo de problemas que a rede estadual vem sofrendo ao longo dos anos. “O resultado do Enem não nos surpreende, pois ratifica outras avaliações. No ensino médio temos 70% dos alunos com distorção idade-série. Dos 360 mil estudantes nesse nível, 260 mil estão atrasados em relação à idade”. Segundo o secretário, a recuperação na estrutura física dos colégios, a implantação de projetos para correção da distorção idade-série, a reforma nas matrizes curriculares e a distribuição de material didático são iniciativas do governo para melhorar os indicadores educacionais do Estado.
 
( Jornal do Commercio, Margarida Azevedo, 20/04/2008 )
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